Conheça o impacto do IGP-M Acumulado nos reajustes de aluguel para 2021

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Popularmente chamado de "inflação do aluguel", esse indicador é usado como parâmetro na hora de alterar o valor mensal pago ao proprietário do imóvel

Quem já fez a locação de um imóvel sabe bem que anualmente existe um reajuste nos valores do contrato. Para definir essa ação é utilizado o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) – um indicador que mede toda a variação de preços, levando em conta alguns fatores.

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE – FGV) é quem fica encarregado de divulgar as atualizações dessa atividade. Ele também serve para reajustes em empresas de telefonia e de energia elétrica.

IGP-M acumulado: o que é e como é calculado

Dário Ferraço, sócio da SF Consultoria Imobiliária, explica que a correção ficou em torno de 10% no acumulado dos últimos 12 meses. Com isso, quando o aluguel completa um ano, é corrigido em 10%. “Ou seja, um contrato de R$ 2 mil passa a ser R$ 2,2 mil a partir deste ano. Os inquilinos passam a ser cobrados em 10% — ou 14% no caso do índice real — a mais no valor mensal, o que traz impactos significativos no orçamento familiar para os próximos 12 meses”, explica o profissional.

“A depender do contrato, o índice não sofre deflação. Isso significa que, caso o IGP-M registre valores negativos, não há redução no valor pago e será mantido o valor base do último dado.” Para calcular o IGP-M é necessário somar três índices: o de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preço ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC).

“É realizada uma média destes dados com pesos de 60, 30 e 10, respectivamente, para que o indicador seja gerado. Por isso, é considerado como um índice geral dos preços de mercado”, ressalta Ferraço. Portanto, o índice funciona como uma balança de equilíbrio entre outros indicadores de atacado, consumidor-varejo e de construção, que são os principais índices indexadores de mercado.

“O IGP-M é gerado para ser uma fonte mais estável para os contratos. Porém, nos últimos meses este indicador apresentou uma tendência de alta, pois os insumos que o compõem sofreram uma variação positiva por conta da inflação muito forte. O preço ao consumidor subiu porque os produtos em geral, como alimentação e transporte, aumentaram de valor. O IPA também teve elevação alavancada pelos preços da matéria-prima e o INCC também sofreu correção positiva por causa do aumento dos insumos de obras nos últimos oito meses. Com o aumento da média geral, a taxa bateu, em média, 12% a 14% de aumento, a depender do mês usado como base”, ressalta.

Ele explica também que a conta mais utilizada em um contrato de locação é o valor do aluguel somado ao IGP-M. Por exemplo: se o acumulado dos últimos 12 meses do índice foi 10%, tira-se uma casa decimal, o que resulta em 0,1 e se realiza o cálculo multiplicando este número pelo valor descrito no acordo. Como o IGP-M tem impacto direto no reajuste do aluguel, é necessário sempre ficar de olho e bem informado para não ser pego de surpresa.

Fonte: Estadão

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