Afinal, qual a melhor idade para investir na casa própria?

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Quanto mais idade tem o comprador, maior é o risco para a instituição que oferece o valor financiado

Com o avanço dos anos, é muito comum que o desejo do imóvel próprio ronde o nosso pensamento vez ou outra, seja para imaginar como seria o lar dos sonhos ou para ponderar qual o melhor momento para adquirir um. Mas, afinal, existe uma idade ideal para se comprar um imóvel? De acordo com Alex Frachetta, sim, há.

Para o CEO do Apto, plataforma que conecta potenciais compradores de imóveis novos a construtoras e empreendimentos em todo o Brasil, a dúvida é comum, sobretudo para os mais jovens. “Mas saiba que é mais fácil do que se pensa entender qual a idade ideal para comprar sua casa ou seu apartamento. Na verdade, a parte mais difícil da compra é planejá-la e depois manter as parcelas em dia”, comenta o profissional.

Embora muitos pensem que o melhor momento para comprar um imóvel seja aquele em que você tenha certa estabilidade financeira, consiga planejar o orçamento e tenha o desejo de adquirir esse bem, Frachetta explica que quanto mais cedo possível, melhor. Isso porque o tempo de vida influencia diretamente no valor das parcelas do financiamento. Basicamente, quanto mais jovem o comprador for, menores os juros aplicados no valor financiado.

“É algo que acontece porque os bancos entendem que, com o passar dos anos, os indivíduos ficam mais sujeitos a doenças ou óbito. Nesses casos, a dívida ficaria em aberto. Em contrapartida, um consumidor jovem geralmente tem mais saúde e tempo de vida pela frente. Então, não deve haver tantos problemas para quitar as parcelas financiadas”, diz o CEO do Apto.

Imóveis mais caros no futuro

Uma das razões para adiantar o desejo de possuir o imóvel próprio, principalmente no segundo semestre de 2021, é que os preços podem subir, uma vez que seguem na esteira do aumento da Selic, alta procura por imóveis e o custo de materiais de construção.

Segundo a previsão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), comprar a casa própria pode ficar entre 5% e 10% mais caro este ano em relação ao anterior. Além disso, o aumento do dólar impacta diretamente na aquisição de matérias-primas como cobre e alumínio, que são essenciais para construções de novos imóveis.

“A verdade é que o mercado imobiliário vive de ciclos e há muitos altos e baixos, como a crise de 2014-2018 que recaiu no setor e está se recuperando somente agora. Por isso, aproveitar os momentos bons do mercado é essencial para quem é jovem e pretende engatar num financiamento a longo prazo”, finaliza Alex Frachetta.

Fonte: Estadão

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