As melhores formas de integrar os ambientes da casa

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Unificar cômodos não é apenas questão de aproveitar melhor os imóveis menores, mas sim de harmonizar a função dos ambientes com conforto, fluidez e estilo

Geralmente unindo cozinha, sala de estar e jantar, pensar na integração dos ambientes nada mais é que ampliar ou juntar cômodos, dando mais funcionalidades aos móveis que compõem o projeto de forma inteligente. Esse conceito arquitetônico cresceu nos últimos anos trabalhando melhor os espaços pequenos para exercer várias funções, vistos em sua maioria em projetos de imóveis loft e studios mais sofisticados.

“A forma como um cômodo é pensado está muito conectado à cultura de uso das pessoas”, explica Ricardo Bello Dias, arquiteto da Ornare. “Por exemplo, o quarto é um lugar que nós só usamos durante a noite. Já no Japão isso não acontece, os cômodos são menores e esse quarto se transforma ao longo do dia. São casas com alinhamento total, com organização diferente”, explica.

Segundo o arquiteto, harmonizar ambientes não se limita apenas a unir pequenos cômodos por necessidade de ampliar uma cozinha ou o espaço das refeições com a sala de estar. Pode ser aplicado para qualquer imóvel e espaço, desde que seja útil. “Não pensamos em integração apenas por limitação de tamanho, mas a quantidade de funções que o proprietário pode ter na residência”, comenta.

A ideia é que o planejamento não deixe lugares ociosos. O ideal é que tudo exerça uma função para deixar a residência mais interessante, útil e funcional.  Porém, quando essa junção não é possível em imóveis com baixa metragem sem a possibilidade de remoção de paredes, é possível executar a integração por meio da unificação da matéria, usando revestimentos e envelopando paredes, dando a sensação de continuação entre os cômodos. 

“Hoje existe uma revolução nos revestimentos e novos sistemas de iluminação usando painéis sem obras, evitando a bagunça dentro de casa”, comenta. “Para fazer um bom projeto arquitetônico, eu digo que precisamos misturar quatro disciplinas: arte, design, ciência e engenharia, para que ele seja bem resolvido” explica o arquiteto.

Arte – o lado lúdico e emocional do projeto

Design  entrega as funções práticas e estéticas

Ciência  a procura pelo material adequado, sustentável e responsável

Engenharia – como, tecnicamente, unimos as ideias para que o projeto funcione 

Ambientes híbridos

Uma maneira de deixar os espaços mais flexíveis é utilizar portas de correr para ampliar ou isolar um cômodo de acordo com a necessidade do proprietário e que podem ficar “camufladas” dentro das paredes. “Existem várias opções de portas com texturas, acústicas e acabamentos diversos. Essas portas mudam e criam divisões e atmosfera diferentes, confortáveis e acolhedoras”, explica. 

Os painéis podem ser de madeira, pedra ou outros materiais. Para Dias, quando se pensa na decoração do imóvel o ideal é usar materiais diversos de maneira planejada e harmônica. Utilizar estampas ou texturas que não conversam entre si pode gerar sensação de estresse e conflito, ao contrário do conforto que se espera em um quarto, por exemplo, que deve ser preparado para um momento tranquilo de relaxamento, de preferência isolado dos pontos de convivência do lar.

O profissional lembra que o uso dos móveis precisa ser inteligente, com capacidade de recriar e transformar nossos cantinhos, além de melhorar nossa qualidade de vida. Outro ponto importante é investigar a procedência das matérias-primas, que devem ter certificação de sustentabilidade e utilizar mão-de-obra responsável. “Podemos dizer que os projetos precisam deixar os ambientes saudáveis e aconchegantes”, afirma.

Fonte: Estadão

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