Forro de gesso: conheça os tipos e suas vantagens

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Sua prioridade é o tempo de instalação, efeito, preço ou custo-benefício? Ajudamos você a tomar a melhor decisão

A construção civil adotou o forro de gesso como um elemento essencial no mercado imobiliário. E o mérito é justo. Embora não olhemos para o teto tanto quanto olhamos para o chão ou para as paredes, o forro de um ambiente é fundamental para a percepção de amplitude, personalidade e sofisticação na decoração. 

Além das cores, dos materiais e das texturas, o forro de gesso pode ocultar lâmpadas, esconder detalhes da fiação elétrica, disfarçar imperfeições, encanamentos ou vigas. Por isso é importante dar atenção a esse recurso.

“O forro é tão ou mais importante que qualquer outro revestimento, como piso ou paredes. Por causa dele temos a sensação do ambiente, do pé direito e de como o som se propaga. E o principal: ele estrutura a luminosidade do ambiente”, afirma André Goussakoff, engenheiro civil, fundador da White Engenharia. “Um forro bem executado transmite requinte e conforto. Mas é preciso prever o que ele vai receber, o que ele pode esconder, como será a iluminação e o estilo”, completa.

Tipo de forro de gesso

Apesar do forro de gesso ser um recurso maleável e que permite muitas possibilidades de construção, existem basicamente dois tipos de forração: os de placas (que podem ser de gesso, PVC, ripas de madeira, fibra mineral etc.) e o drywall

Entenda a diferença entre eles: 

Forro de gesso em placas

Os últimos anos foram avassaladores para este tipo de forro, conhecido em algumas regiões como “gesso plaquinha”. A passos largos, ele vem sendo substituído pelo drywall. Isso porque o forro de gesso leva mais tempo para ser instalado, faz sujeira e traz uma dificuldade extra: é preciso encontrar um profissional experiente para conseguir um acabamento que valha o transtorno. 

Além disso, a aparência é mais lisa e uniforme, mas pode sofrer com oscilações de temperatura, trincar, rachar ou apresentar alterações de cor, tornando-se amarelado ou escurecido em função do mofo. Isso sem contar que o tempo de secagem tende a ser bem maior e criar um impeditivo para a instalação de elementos, como lâmpadas e luminárias. 

Forro de drywall

O drywall oferece uma grande vantagem em relação aos forros de placas: o custo-benefício. Além de ter um método de instalação mais rápido e fácil, ele não gera tanta sujeira residual. Também não sofre com a umidade, resiste melhor às intempéries do clima e oferece um controle de temperatura mais eficiente.

Considerado uma evolução do forro de gesso tradicional, o drywall é composto de placas de gesso acartonadas, um modelo de gesso que utiliza papel-cartão no revestimento. Desta forma, o revestimento fica mais leve, facilitando o manuseio e se tornando um isolante térmico e acústico melhor. 

Qual é o forro ideal para sua casa?

Se você está considerando um forro com placas de gesso, é preciso saber que elas serão pré-moldadas, geralmente com 60×60 cm, e coladas entre si. Trata-se de um processo de maior tempo de execução e secagem, mas o custo é menor. 

A estrutura do forro, portanto, fica mais pesada e fixa, então a opção não é indicada para locais que precisam de uma certa maleabilidade das paredes (divisórias que se movimentam, deslizam pelos ambientes ou são modulares). “É um processo não tão moderno, pela falta de praticidade de montagem. E é um pouco mais complicado em relação à manutenção”, conta Goussakoff.

Já o drywall é constituído por placas de gesso acartonado, estruturadas por perfis metálicos fixados à laje. Para Goussakoff, trata-se de um processo bem mais prático em relação a tempo e manutenção. “Ele permite recortes e mais liberdade para a criação de sancas decorativas e de iluminação. É uma estrutura mais leve, por isso usa menos pontos de fixação à laje e às paredes. E a praticidade se reflete também na hora de instalar as luminárias de embutir.”

Segundo o engenheiro, o acabamento de ambos, quando bem executados, fica perfeito. Ele conta que, quando a tecnologia drywall foi introduzida, questionava-se sobre seu uso em áreas muito extensas, já que suas emendas exigem cuidado especial. “Realmente é mais fácil disfarçar as emendas nas placas de gesso. Por outro lado, é mais fácil trabalhar e recortar o forro de drywall, que permite um desenho mais detalhado.”

Nos dois casos é preciso fazer um revestimento a fim de obter melhor isolamento acústico, embora as placas de gesso sejam mais pesadas e, por isso, ofereçam efeito um pouco melhor. 

Se o tratamento acústico for prioridade, como na arquitetura corporativa, é indicado utilizar as placas de fibras – materiais já pensados para essa performance. Se o objetivo for uma aparência mais rústica, como em uma casa de campo, considere o forro de madeira que, além de ser elegante, transmite a sensação de calor e conforto e a matéria-prima é considerada mais sustentável – desde que seja certificada.

O papel do forro de gesso na construção

A adoção do forro de gesso deixou de ser apenas uma ferramenta construtiva para se tornar uma peça importante de projetos arquitetônicos. Ela se destaca por ser capaz de camuflar os detalhes que o decorador quer esconder para priorizar o aspecto estético e visual que o ambiente deve ter. 

Quando se pensa, por exemplo, na tubulação do ar condicionado ou do aquecedor, a instalação da chapa de gesso pode ajudar a tornar o ambiente mais agradável. “O forro é um aliado, pois nos ajuda a evitar o quebra-quebra das obras e não perder o prazo de entrega”, explica a arquiteta Gabriela Mendes.

Cuidados para a instalação do forro de gesso

Gabriela, no entanto, chama atenção para eventuais problemas que podem acontecer por conta do desnivelamento da laje ou mesmo de falhas cometidas no momento da instalação. Para evitar esses contratempos e as imperfeições do processo, ela sugere a utilização de tecnologia laser e a contratação de profissionais especializados no material. 

“Também é importante observar a estrutura na hora da montagem. Por norma, os montantes devem estar a 60 cm um do outro, facilitando a distribuição correta da iluminação e infraestrutura”, comenta. “O vão entre o forro de gesso e a parede também denunciam problemas na obra. Estruturas podem dilatar com a mudança de temperatura, por exemplo.” 

Fonte: Estadão

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