Por que as pessoas recorrem ao crédito com garantia de imóvel?

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Pesquisa da Credihome by Loft mostra que a maior parte das pesquisas utilizam home equity para quita dívidas

O principal objetivo de quem recorre ao crédito com garantia de imóvel no Brasil é reorganizar as próprias dívidas. Essa é a finalidade de 54% das pessoas que buscam o home equity, de acordo com um levantamento exclusivo realizado pela Credihome by Loft, plataforma de crédito imobiliário do Grupo Loft. 

Para Bruno Gama, CEO da Credihome by Loft, a grande porcentagem de uso do recurso para esse propósito é uma resposta ao crescimento no número de endividados no Brasil. “Este formato preenche uma lacuna do sistema ao ajudar pessoas a conseguirem crédito em um ambiente complicado para quem busca empréstimos”, argumenta. 

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada no último mês pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que, em setembro deste ano, o total de lares brasileiros com dívidas a vencer chegou a 79%.

Crescimento do crédito com garantia de imóvel

Além de ajudar a reorganizar as finanças, o levantamento da Credihome by Loft apontou que 28% dos participantes recorrem à modalidade para investir em outro imóvel ou reformar o atual. Logo em seguida no ranking aparece quem utiliza o recurso para investir no próprio negócio (13%). Já 5% dos entrevistados buscaram o home equity porque era uma forma de acessar dinheiro rápido. 

Recheado de polêmicas e com direito até a debates no Congresso Nacional sobre os riscos de colocar a própria casa como garantia para tomar empréstimos, a modalidade vive uma tendência de crescimento no País. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o valor das concessões teve crescimento acumulado de mais de 80% nos últimos quatro anos. 

“Como recebemos um imóvel como garantia, há mais segurança em liberar o recurso. Por causa disso, as taxas também são menores que outros empréstimos mais comuns e os prazos de pagamento são alongados”, justifica Bruno Gama. “Não à toa, houve aumento de 79% no volume de empréstimos com imóveis como garantia emitidos pela empresa nos primeiros nove meses de 2022”, finaliza. 

Fonte: Estadão

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